2ª família: na casa dos Neipps!

Na “votação” do post anterior, o pedido foi maciço: nova família, nova casa, novo quarto. Então assim começaremos!

Como vocês devem se lembrar (ou não), terei 4 famílias durante meu intercâmbio: 3  meses em cada.  No dia 17 de novembro completei 3 meses na Alemanha, e mudei de família. Atualmente moro na casa da família Neipp! A família é grande (se não me engano, 3 irmãos e 2 irmãs – posso estar errada), mas moro apenas com pais, irmã mais nova (15 anos) e um irmão (adulto). Os outros moram em outras cidades. Ah, e não posso esquecer, claro… Temos 2 cachorros e 3 gatos! Haha eles são uma graça, adoro a companhia. Às vezes o cachorro maior (James) abre a porta do meu quarto sozinho e não sai daqui por nada… É engraçado.

A casa é enorme: sei lá quantos quartos. Fica num bairro afastado da cidade, mas com isso há uma vantagem: temos uma vista linda daqui! Do corredor do 2º andar consigo ver boa parte da cidade. E também tenho uma sacada (que no momento está coberta por neve, então… Nada feito).

Enfim, algo que vocês sempre me perguntam… Como me sinto em relação às famílias. Estou adorando morar aqui. A família é super querida comigo e já me sinto em casa. É sempre bom mudar – de rotina, de pessoas, de lugares. Acho que a primeira família é sempre a mais difícil. É teu primeiro momento como intercambista, a gente simplesmente ainda não sabe lidar. Não adianta, gente: eu sou uma pessoa educada, nunca desrespeitei meus antigos host pais e nem as regras deles. Mas a cultura é simplesmente diferente, a cabeça é diferente, o modo de pensar… É algo impossível de se explicar: tem que viver! Eu tirei muitas lições pra minha vida depois de 3 meses vivendo com pessoas diferentes. A mais importante é que você nunca conhece alguém totalmente até não CONVIVER com ela – ihhh, meu bem. E agora, eu sei como agir. Eu entendo mais a cabeça alemã, a interpretação deles aos pequenos atos, porque eles foram educados de maneira diferente e algo que para mim é normal, para eles não é. Digamos que agora estou preparada de verdade para viver em outra família. Por favor, não levem isso como algo ruim… Não briguei com ninguém, saí tranquilamente da minha antiga casa e está tudo bem. Mas simplesmente me sinto mais leve aqui… É um recomeço nesse novo país. E me sinto mais em família, tendo mais uma mãe, sabem? Alguém que me trata com carinho. É tão gostoso. Valorizem essas coisas, ninguém sabe como faz falta até não ter mais.

Sobre as fotos: as primeiras são de logo quando me mudei, e as seguintes são da primeira vez que nevou (de novo, nevou em outubro também). A neve agora está bem mais alta, mas não me dei mais ao trabalho de fotografar.

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Vista do corredor

Vista do corredor

Rua de casa

Rua de casa

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James

James

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Perdi minha luva e quase perdi as mãos junto

Perdi minha luva e quase perdi as mãos junto

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Lago do vizinho

Lago do vizinho

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Frente de casa

Frente de casa

O sistema de fotos do WordPress mudou e minha vida ficou mil vezes mais fácil. Me aguentem com tanta foto.

Beijos, Mariana

Senti saudade.

Oi, gente. Depois de certas reclamações, pendências, pedidos e derivados, aqui estou eu. São 1h34 de uma sexta-feira, estou entediada, e poxa, aqui pensei… Por que não voltar? Escrever me faz bem. Porém, escrever quando há vontade de se contar algo, não quando o ato vira uma obrigação.

Os motivos que me fizeram desistir diminuíram. Quando me vi rodeada de alemão, alemão, aprender, estudar… Me desesperei (um pouquinho). Sou meio 8 ou 80, sabem? Então larguei os bets. Logo que parei de escrever, comecei a estudar que nem louca para entender algo no meu curso de alemão. Meses se passaram, a situação mudou um tanto quanto demais e agora não vejo mais a necessidade (mentira: não tenho mais vontade mesmo) de estudar tanto. Devia? Devia. Mas a coisa engrenou, minha vida estabilizou numa certa rotina e senti a vontade de voltar às terras bloguísticas.

Contudo, a partir de agora será diferente. Eu fiz muita, muita coisa nesse tempo em que fiquei offline por aqui e não existe jeito nenhum nesse mundo de falar sobre tudo. Eu quero que vocês me digam: o que vocês querem saber? Sobre o que vocês querem que eu escreva? Estou aberta a sugestões – sentimentos, homesickness, viagens, pessoas, escola, casa, clima, cultura, família, tradições, alemão… – não sei por onde começar! Por favor, se você quer me ver de volta, tire um minutinho do seu tempo e escreva aqui nos comentários. Não vou mais fazer um relato do meu dia a dia… Quero escrever sobre o que eu tiver vontade, quando tiver vontade. E com isso já digo que a frequência de posts não será algo estabelecido por aqui.

Obrigada pela atenção, obrigada a quem nunca desistiu do blog e obrigada a quem vai me fazer ficar – permanentemente.

Beijos, Mariana

17º e 18º dia: aeroporto, bambis e doces

Quarta-feira foi dia de levantar cedinho. Às 06h30 da manhã “viajamos” até Stuttgart (1h) buscar a minha irmã Julia, que estava voltando dos Estados Unidos. Finalmente todas as irmãs juntas! Chegamos lá e o vôo dela já tinha aterrissado, então logo voltamos para casa.

Minha host mãe estava me contando um dia desses sobre os banheiros de alguns países asiáticos, em que o vaso sanitário era.. hm.. um buraco no chão HAHA. E que essas pessoas, ao desembarcarem no aeroporto de Stuttgart, não sabiam usar o vaso normal. O que tiveram que fazer? Um banheiro asiático para os próprios! So-cor-ro! Compartilhem dessa beleza (abaixo) comigo.

Enfim né galera, voltamos para Trossingen e fomos na livraria comprar alguns dos livros para o colégio. Quem sabe quando eu entender alemão serão úteis. Chegando em casa, decidimos desencalhar um trabalhinho… Vocês se lembram do post em que eu fui para um negócio artístico num hotel/restaurante, e que tínhamos que fazer representações de “pixels” com tecidos? É isso mesmo! Hahaha! Colorimos os tecidos e cada um fez o que quis… Costurei alguns diferentes na máquina e pronto. Mesmo depois de pronto, não entendi direito o que era pra fazer rs.

Almoçamos num restaurante italiano divino ♥ achei o preço um pequeno absurdo para um almoço de dia de semana, mas aqui não tem restaurantes baratos…

À tarde, a Aline e a Julia Faller (amigas das minhas irmãs) vieram aqui em casa, e depois de algumas horas decidimos fazer um passeio de bicicleta numa trilha que a Aline conhecia. Lá fomos nós… Vocês não sabem a minha felicidade em descobrir que aquele lugar existia, haha! No meio da “floresta”, fazendas e campos, vimos alguns lagos também… Tudo do ladinho de Trossingen. No fim, saímos num bairro que eu não conhecia rs. Nessas horas que me arrependo de não ter sido uma pessoa mais esportista no Brasil, a cada pouco tínhamos que parar porque a gente não aguentava andar haha. Mas voltando ao assunto, adivinhem o que eu vi? (ok, o título do post já me entrega): bambizinhos! Esqueci o nome do animal então vou chamar disso mesmo hehe. Fiquei bo-ba, sério, ninguém acreditou que eu nunca tinha visto na vida! Eles são lindos, estavam em bando num campo, e ficamos chamando-os até que vieram… Dei comida (grama hmm) na boca e tudo, muito amor!

Um tempo depois paramos para descansar num banquinho perto de um lago, e tinha 2 meninos sentados pescando… Eu estava com muita sede, e o mocinho segurando uma garrafa de água. Mas foi na hora que eu falei “que vontade de roubar aquela água” que o menino levanta e joga a água fora HAHAHA fiquei tentando fazer macumba para o tal cair no lago mas não funcionou. Chateada.

Tenho problemas mentais ):. Mas juro que foi engraçado. Juro.

Como boas gordas que somos, após o exercício passamos no mercado comprar as coisas para fazer uma sobremesa brasileira! Haha jantamos pizza, e eu fiz Bombom de Prato. Comeram tudo e ainda rasparam a travessa, achei lindo. Ah, sim, a pizza é quadrada… E o sabor eu não sei definir, era bom, mas a pizza brasileira dá de 10 a 0!

Quinta-feira não foi nada demais hehe. Saí comprar tênis de esporte para a educação física do colégio (é obrigatório o “tênis especial”), ai que dó dos meus euros… Voltando fiz bombons dois amores pra sobremesa da família a noite (aproveitar para mostrar o tal do brigadeiro). E no fim da tarde, fui fazer outro tour de bicicleta com minha irmã Louisa. Dessa vez fomos em direção à trilha da floresta/fazenda na região aqui de casa. Logo saindo temos a visão da cidade, e ainda era fim de tarde… ♥ Engraçado que mesmo sendo (digamos que) no meio do nada é seguro, encontramos muita gente andando por lá.

Ainda passamos no ginásio do colégio olhar o treino de handebol da minha irmã. Finalmente conheci aquele lugar! Muito parecido com os ginásios de filme americano haha.

Em casa, jantamos pizza de pão ♥ assistindo o filme Chocolat, com o Johnny Depp. Achei triste demais para o meu gosto.

Beijos, Mariana

15º e 16º dia: materiais e Schiltach

Segunda-feira é sempre um dia preguiçoso! Ainda mais quando você entra na sua última semana de férias… Hahaha é, depois de mais de 2 meses sem fazer nada. Como estou atrasadona nesse blog, e o dia que eu conseguir atualizar tudo vou dar glória a Deus, a única coisa que lembro de importante é que fui comprar meus materiais. Para variar, no Müller.

Não tirei foto das minhas coisas porque sinceramente, achei tudo bem sem gracinha! É BEM diferente dos materiais do Brasil. Não há cadernos enfeitadinhos, folhas coloridas ou qualquer coisa que vocês imaginem – é tudo padronizado, folha branca sem detalhe, capa azul clara… E também não há cadernos grandes, com 10 matérias por exemplo, apenas de 1 matéria, o que complica bastante. O que todo mundo faz é comprar fichário. Mas eles também são todos iguaizinhos, brancos/pretos… Alguns mais diferentes, mas eu diria que feios haha. Usar lapiseira é proibido, não me perguntem o motivo. No fim, acabei comprando o tal do fichário, folhas, lápis coloridos (até agora não sei onde vou usar), estojo simples, e as coisas básicas… O que me animou bastante foram as canetas Stabilo, haha! Aqui é super baratinho, nada ver com o preção do Brasil. Por 6 euros, comprei estojo com 20 canetas. É amor. ♥

Antes que me perguntem, comprei os materiais “obrigatórios”, mas não porque vou realmente estudar – nem a língua sei falar ainda. Minhas aulas já começaram sim, mas num post futuro conto como está sendo e o que eu estou fazendo.

Terça-feira foi um dia diferente! Dia de mais um encontro de férias com o Rotary. Dessa vez, fomos para Schiltach, a uns 50 minutos de carro daqui. Antes do encontro de verdade, fomos na Trautwein, uma loja de roupas típicas alemãs. Sim, aqueles vestidos lindos de Frida ♥.

Entramos e comecei a delirar, gente! Haha que coisas mais maravilhosas. Nunca pensei que existia tanta variedade, mas rodei aquela loja e acho que não vi todas as roupas… Tem tu-do que vocês imaginarem de roupas típicas alemãs. Até brincos com imitações de doces para a Oktoberfest rs. Mas provei um só de idiota mesmo, porque é MUITO caro! Em média 150 euros um vestido com a camisa de baixo. Isso dá mais de 400 reais ): impossível né. Minhas irmãs compraram, mas eu fiquei só de butuca mesmo hehe. Não vamos na Oktoberfest original (a de Munique) porque meus host pais não deixaram (não deixei de esconder minha decepção e tristeza pelo fato, mas o que é que eu posso fazer), mas vamos numa menor de Stuttgart. Como minha irmã mais nova não tem idade para entrar, vou com o vestido dela HAHA.

Quando estávamos saindo da loja, haviam colocado um banner na rua (foto acima, dá para ver um cantinho haha) divulgando a Oktobertfest da cidade! Pelo jeito tem várias, em cada cidade uma comemoraçãozinha.

Enfim, nos dirigimos ao objetivo da viagem: a empresa de chuveiros (HAHA!) Hansgrohe. Antes de qualquer coisa: encontrei um grupo de 20 brasileiros lá! Até eu perceber que eles eram brasileiros, e eles que eu era também foi demorado haha falar português foi muito estranho, eu estava com muita saudade, sem explicação… Mas parecia que as palavras não saíam mais direito, eu misturava com alemão haha socorro! Desacostumei totalmente. O mais engraçado de tudo era ver a cara dos alemães enquanto escutavam português: uma confusão e curiosidade… Finalmente passaram por aquilo que eu já passo a mais de mês aqui. Voltando ao assunto, a coisa é grande: empresa internacional, exporta seus produtos para muitos países – incluindo o Brasil. Fiquei encantada com aquele lugar… Sabe quando você entra e já se sente bem? Cheiro de banho recém tomado em todo canto, máquinas de café (pronto, já me senti em casa), comidinhas, e todos os mimos possíveis. Quase não tirei foto de tudo o que fizemos lá dentro, porque ando bem preguiçosa (vocês que me desculpem, mas lente estragada dá uma falta de “voia” hehe), mas deem uma olhadinha no site para ter uma noção: http://www.hansgrohe-int.com/268.htm. Nos encontramos com os rotarianos e seus familiares na entrada da empresa, e primeiramente fomos para um auditório ouvir a história da empresa, seus projetos atuais, produtos e tudo mais. Não entendi nada do que falaram, mas pelo menos acompanhei as imagens dos slides – aí consegui ter noção do assunto.

Depois disso, fomos num “museu” com todos os produtos da empresa expostos – e são muitos – e suas respectivas explicações. Dessa vez eu e as meninas não seguimos o grupo haha, demos uma olhada em tudo e ficamos conversando bem de boa… E logo mais a parte boa chegou: hora das demonstrações! Eles tem um lugar chamado “ShowerWorld”, com milhões de chuveiros de todos os tipos (aqueles de sonho, gente – água saindo dos lados, teto, luzes, tu-do) e com a opção de testá-los! A empresa te “dá” biquíni, toalhas, chinelo, shampoo, cremes, secador de cabelo… Tudo que você precisa para um banho e te deixa ser feliz. Uma parte do grupo não quis, mas eu, minhas irmãs e mais algumas meninas do grupo fomos bem animadas ainda haha.. Como tem aquecimento dentro dos lugares (o tempo friozinho não atrapalhou), corremos de um lado para o outro testando todos haha tipo criança. Mas se bem que tinha muito adulto fazendo a mesma coisa. Podem rir, mas foi divertido demais haha desejei por tudo desse mundo aqueles chuveiros na minha casa.

Saindo da empresa, fomos jantar em um restaurante da cidade. É uma pena que eu não consegui tirar foto no caminho, mas achei a cidade maravilhosa… Muito pequena, mas ah, um sonhozinho ♥ todas as casas eram uma gracinha, os campos verdes e flores em todos os cantos. Já me acostumei tanto com esse país que nem lembro que é diferente do que eu vivi a vida inteira, mas ainda fico impressionada com as paisagens.

Eu tenho um sério probleminha em ficar sem comer por muito tempo, porque morro de dor de cabeça… E cheguei no restaurante faminta. Olhei aquele cardápio e não entendi nada, como sempre… Tudo em alemão, e pratos sem explicação nenhuma. Resolvi pegar o que a mesa inteira pediu, já que diziam ser maravilhoso e tudo mais. Nossa mesa foi a última a receber os pratos, ÚLTIMA, eu já estava a ponto de comer grama haha. E o que era, afinal? Um queijo com creme doce e umas ervas estranhas. Quis me matar. Odeio misturar doce com salgado, mas comi tudo pela fome… No fim o gosto me fez sentir mais mal do que eu já estava antes. E juro que não é frescura, mordi aquelas ervas e que gosto mais ESTRANHO. Escrevendo isso lembro da dor de cabeça da hora. Nem tirei foto, como sempre faço, muito menos anotei o nome.. Desanimação total haha catei todos os pãezinhos possíveis da mesa e foi essa minha refeição.

As meninas pegaram minha câmera e tiraram 15 milhões de fotos durante a janta, mas poupo vocês da nossa ~beleza~. Mas ai, essa comendo pão ta muito engraçada hahaha.

Fomos para fora passar (frio) o tempo. Fiquei tipo criança naquele parquinho rs que que o tédio não faz…

Até que, finalmente, fomos para casa.

Beijos, Mariana

14º dia: Heidelberg

Domingo de manhã acordamos cedo, e viajamos até Heidelberg (2h de carro) encontrar uns amigos da família. Eu já havia ouvido falar da cidade pelo castelo e universidade (a mais antiga da Alemanha), mas nunca tinha pesquisado nem nada… Me surpreendi positivamente! O caminho foi tranquilo, passei por umas cidades bem lindinhas. Engraçado que quando saímos de Trossingen estava frio e chovendo, e chegando em Heidelberg estava “quente” e ensolarado… Essa minha cidade é amaldiçoada, só pode haha.

Encontramos os amigos da família numa praça (com vista para o castelo ♥) , e fomos almoçar num restaurante ali perto. Sentamos nas mesas externas, perto da igreja da cidade. Pela primeira vez pedi a tal da “Wurstsalat” porque tem em to-do cardápio daqui, e olha, não gostei não… Não recomendo haha. Nojentinho. Mas as pommes (batata-frita) de acompanhamento não escaparam. Enquanto esperava a comida entrei na tal igreja, bonita, mas depois da catedral de Notre Dame não me impressiono com mais nada rs.

Fomos numa lojinha de souvernirs comprar cartões-postais e no meio dos artigos alemães, um brasileiro, haha! Não é a primeira vez, na verdade VIVO vendo bandeiras do Brasil e qualquer outra coisa com a nossa bandeira nessas lojas.

Fizemos o caminho de volta e pegamos um “trem” que faz a subida da cidade até o castelo, que, pelo que eu entendi, é o castelo em ruínas mais visitado da Alemanha. Muita gente na mini-estação, a cidade é pequena (menos de 150 mil habitantes), mas como tem a universidade e o castelo, está sempre lotada de estudantes e turistas (principalmente japoneses, haha!).

Chegando lá em cima, saímos nesse lugar grande, já com vista para o castelo… Para entrar na área dele mesmo tinha que pagar de novo, rs. Já abusam dos turistas coitados (e nem pode entrar no castelo mesmo – as visitas são apenas guiadas, então imaginem o precinho). Mas enfim, lá fomos nós. Eu nunca tinha ido num castelo na vida, e mesmo que esse estivesse em ruínas, achei muito maravilhoso! Fiquei imaginando como era viver lá antigamente… (o castelo foi finalizado no ano de 1544). Muitcho luxo.

Dentro do castelo, tem um (adivinhem) museu de farmácias (?). Mais um museu visitado para a minha lista haha. Conta toda a história de como surgiram e como eram feitos os medicamentos antigamente. Há várias farmácias antigas expostas, com os vidrinhos dos remédios ainda.. Muitos você pode cheirar e adivinhar do que é feito, e após disso há a explicação do efeito de tal erva no corpo, etc.

Saímos para fora e continuamos “turistando” pela parte inicial externa do castelo, até que entramos numa parte do térreo, em que estavam expostos os maiores barris de vinho já construídos – originais do castelo. Dava para subir em cima, com escada, obviamente. Tipo, gigante. Para que tanto vinho, gente? Haha.

O local estava super escuro, então a única foto que eu tenho do maior barril está a coisa mais feia/tremida/mal tirada do mundo… Haha mas enfim.

E então, fomos para a parte da frente do castelo. Como ele se localiza num lugar bem alto, temos a vista da cidade inteira de Heidelberg, é MUITO lindo! Há um pátio, e logo abaixo um gramadão, com saída de acesso à cidade. Após ficarmos um tempo por ali, foi esse o caminho que fizemos.

Quando eu estava na torre da foto abaixo, falei “chinese pose” para a minha irmã (que estava tirando a foto), fiz aquele paz e amor com os dedos e morri de dar risada… Nisso, tinha um chinês do meu lado HAHAH. Chorei gente, juro que não tinha percebido. Ele olhou para mim e disse “chinese pose… ¬¬” com essa carinha, seríssimo HAHAH aí eu falei “just kidding”, e acho que ele ficou de boa. Mas ai, foi demais.. Coisas que só acontecem comigo.

Descemos para a cidade e ficamos andando pelas ruelinhas, vendo as lojas e as paisagens… Tomei um sorvete (sorvete aqui sempre é maravilhoso, cada dia provo um sabor diferente) e fui pela primeira vez na vida no Starbucks hahah. Não me julguem, mas quando eu vi aquilo fiquei bem surpresa haha, então eu tinha que entrar e pedir alguma coisa. 

Antes de voltarmos para casa, decidimos ir até uma das pontes do rio que atravessa a cidade. Cheia de gente, artistas tocando música, e aquela vista linda… Ela tem algumas escritas na sua construção, mostrando a altura em que a água já esteve. E ainda abriga o portal da cidade, que antigamente era usado para fechar ou abrir a passagem. Se a cidade estivesse sendo atacada, o portão era fechado e assim não havia como entrar.

Ainda passamos pela tal igreja que eu comentei aqui faz um tempo, aquela com as lojas utilizando suas paredes externamente. Agora vocês conseguem ter mais noção de como é.

Finalmente voltamos para Trossingen e seu tempo nublado, cheguei morrendo de dor de cabeça e fui dormir hehe.

Beijos, Mariana

13º dia: zzZzz

Sábado, para variar um pouco, estava ainda mais frio e chuvoso que o dia anterior.. Bem aqueles dias em que não dá vontade de sair de casa. Mas já que já estava combinado, eu, Louisa (minha irmã) e Aline fomos na casa da Maira ver filme e etc. Acabamos mais conversando e comendo porcaria que qualquer outra coisa haha, filme em alemão de novo não rola né. Uma coisa que até agora não entendi, foi que eu estava olhando a vista pela janela e a casa da frente tinha uma bandeira da Alemanha hasteada. Até aí beleza, mas tinha uma BANANA na bandeira. Se alguém entender o sentido favor se pronunciar. Porque se fosse para zombar, por que zombaria do próprio país? Ahn…

De noite entramos no chatroulette pela ~zoeira~ e encontrei um grupo de jovens cascavelenses que me reconheceram por lerem o blog O: fiquei muito de cara, gente! Que tipo de coincidência é essa! Se pronunciem aí hahaha. E esse também foi o primeiro dia que comentaram algo sobre minha cor de pele… Falaram que pensavam que no Brasil só tinha gente “preta” e aí eu apareci. Valeu, galera.

Como esse dia foi o mais parado impossível e eu lembrei de algumas coisinhas, lá vai (preciso começar a anotar, sempre tem tanta coisa diferente e eu esqueço):

  • Nos jogos de futebol, não há a divisão entre 1º e 2º tempo na contagem dos minutos. Na primeira vez que assisti fiquei perdida, olhando aquela tela marcando “72 minutos” haha! Muito estranho.
  • Não há limite de velocidade nas rodovias, e mesmo assim, há muito menos acidentes que no Brasil. Também em quase todas as estradas que eu fui, havia a duplicação de pista (ou tri, quadruplicação…). E zero buracos, né.
  • Nutella é tipo geléiazinha aqui, hahah! Sempre tem potes enormes (1 kg, 5 kg) aqui em casa e ninguém nem dá muita bola… Imagina no Brasil.
  • O senso de frio deles é estranhasso, tudo bem que dentro dos ambientes é quente, mas nada justifica sair de saia num dia de 10ºC. Ou camisetinha, sandália… Já vi muito disso.

Beijos, Mariana

12º dia: nos trens dessa vida

Sexta-feira, sem planejamento nenhum, acordei e fiquei sabendo que dali a 1h eu teria que estar pronta para “viajar” haha. O programa era o seguinte, fazer compras em Villingen com minha irmã mais nova e suas amigas. O diferencial é que iríamos de trem! Yey, primeira vez andando aqui. Chegamos na estação alguns minutos antes do trem e compramos nossos tickets. Aqui ninguém cuida dos trens, ou seja, não há alguém para checar o seu ticket na entrada.. Então sim, você pode entrar e viajar sem pagar. Mas às vezes há pessoas dentro dos trens checando no meio da viagem, então nunca tem como saber quando vão checar o seu ou não. O ticket é baratinho e a multa que você paga se estiver sem é SUPER cara… É de se esperar que todos comprem. E todos compram mesmo.

Continuando, ficamos esperando pelas tais amigas e uma ligou avisando que iria se atrasar. Resultado, tivemos que pegar o próximo trem, que seria dali a 40 minutos… Fiquei bem felizinha né (hehehe), mas aproveitei para ir para casa colocar um casaco já que estava bem mais frio do que eu pensava. Enfim, a tal menina chegou, o trem também e entramos.

A viagem normal de Trossingen-Villingen dura uns 15 minutos, mas as mocinhas espertas pegaram o trem errado! Eu realmente nem conferi, afinal: 1) nunca tinha andado de trem assim; 2) eu não falo alemão para entender os avisos; 3) não conheço as cidades e muito menos o caminho que a gente teria que fazer. Elas se ligaram do erro um tempo depois (fomos para o lado oposto, caralh*…) e descemos na estação de Spaichingen. O próximo trem (o certo, dessa vez rs) era dali 1h… Para ser bem sincera, eu já estava bem irritada, porque sempre acabo me irritando com pessoas mais novas (não consigo evitar) e ainda estava dependendo delas. Aí o que era para ser uma viagem curta acabou nessa enrolação… Mas a gente releva e tenta enxergar pelo lado bom: um tour de trem pelas cidades próximas hahaha. Acabamos saindo da estação e fomos procurar um lugar para almoçar, e resolvemos comer döner kebap (procurem no google aí), o que é super comum por aqui. Foi o meu primeiro e eu amei demais, haha… Uma carne diferente com vegetais num pão, sei lá, não existe nada igual no Brasil.

Finalmente voltamos para a estação e pegamos o trem certo. Tivemos que fazer todo o caminho inverso (inclusive passando por Trossingen novamente, sim, isso mesmo) e chegamos na tal Villingen. Eu já nem estava mais com vontade de fazer compras haha, e olha que isso é difícil de acontecer… Saímos da estação, e ao atravessarmos uma ponte já estávamos na rua principal. A cidade é linda demais, com muitas lojas mesmo… E um rio muito fofo. Bom saber que estou pertinho de uma cidade assim. Na verdade, ela é chamada de Villingen-Schwenningen, porque são duas cidades grudadas. Fui com as meninas nas lojas que elas queriam, passamos uma eternidade na H&M (pra variar), e quando estava quase na hora de pegar o trem para voltar, compramos cappuccino (amo esses coffee-to-go daqui, muito amor!) e fomos para a estação. O frio estava tenso, ventando demais… Vou sofrer no inverno haha.

Quando chegamos em Trossingen, eu estava morrendo de dor de cabeça por causa do vento e fui deitar… Aí minha outra irmã me pede se quero ir para Schwenningen (a outra parte de Villingen) no cinema com ela e as amigas haha. No início recusei porque achei um absurdo o preço do cinema daqui, ainda mais para ir e não entender nada (dublado em alemão, sempre… Tudo aqui é dublado), mas acabei dando um jeito de ir. Descansei um pouco e lá fomos nós, de novo! Haha. Minha host mãe nos levou (eu, Louisa, Aline – uma das amigas da minha irmã que mais conversa comigo, adoro ela – e Maira), e compramos os ingressos para assistir Step Up 4- 3D. Sim, em uma cidade “pequena” (para os nossos parâmetros) tem cinema 3D, e o cinema é f*da! Muitas salas, e aquela entrada de cinema que a gente vê em filme, haha! Pena que não consegui tirar foto com o celular por causa da iluminação, mas com certeza foi o cinema mais lindo que eu já fui. Apesar de ter sido tudo em alemão, eu entendi a história do filme, então valeu a pena.

E foi essa a minha sexta-feira.

Beijos, Mariana

10º e 11º dia: rotina de férias

Quarta-feira foi um dia bem paradinho. Saí no início da tarde com a minha irmã Christina fazer umas coisas no centro, e encontramos um amigo dela. Aí fomos pela primeira vez (minha primeira vez, né) no Müller, uma rede de lojas que existe na Alemanha inteira. Não sei definir o que ela é, mas tem de TUDO. Tipo todos os perfumes, maquiagens, shampoos, esmaltes, cremes, material escolar, cds, dvds, jogos, acessórios… Fico perdida lá dentro, haha! Apesar da minha cidade ser bem pequena, a filial que existe aqui é enorme. Tudo que eu sempre tentava achar no Brasil e não conseguia tem lá dentro. Por preços amor. ♥ Menos os esmaltes que são o olho da cara, mas isso é coisa do país inteiro. A maioria custa 8 euros a unidade (imaginem só). Tirei foto bem por cima de uma parte de uma ala (tem 2) porque estava encantada hahah.

Depois, fui no Eiscafé com minha irmã Louisa e uma amiga dela que não fala inglês. Resultado: fiquei uma hora e pouco bri-san-do haha pelo menos tomei sorvete, né gente.

Voltamos pra casa a pé, e ainda fico espantada como as casas não tem muro. Cara, fala sério, não to nem falando por questão de segurança… Mas de privacidade mesmo! Você consegue ver o jardim inteiro de algumas casas, ou seja, tudo o que a família faz. Eu odiaria demais isso. Ainda bem que a que eu moro aqui, apesar de não ter muro, tem casas ao redor e umas plantas altas rs.

Cheguei em casa e resolvi fazer faxina no meu quarto, tô mudada. De noite, bateu saudade da comida brasileira, e fiz um miojo (trouxe alguns pacotes)… Call me pobre HAHA.

O dia seguinte, quinta-feira, amanheceu chuvoso. As amigas da minha irmã viriam aqui no início da tarde, e pretendiam fazer “rainbow cake” – aquele bolo colorido. Então eu e minha irmã Louisa fomos no mercado procurar por corantes alimentícios. O corante nós não achamos, mas eu achei uma cerveja que era a minha cara… Chamada Beck’s haha ai, Deus.

Acabamos indo em 4, QUATRO mercados pra encontrar o tal do corante. Chegando em casa, as meninas já estavam lá, mas não sabiam como fazer o bolo… Só que eu sei. Resultado: acabei fazendo o bolo inteiro sozinha haha ainda bem que gosto de cozinhar doces, porque né. Enquanto elas se matavam de rir conversando em alemão eu fiquei ali na vibe.

Como cobertura fiz nosso famoso brigadeiro (nham) e escrevi umas coisinhas em cima porque não tinha nada pra fazer MESMO.

Decidimos jogar SingStar e descobri um novo talento… Não haha. As meninas têm vários cds, e dá pra dançar ou cantar a música. Amo isso aqui, quero jogar todo dia, tipo criança mesmo haha. A foto abaixo é da Aline e eu modelando na webcam da tv rsss.

A noite jantamos pizza, aquelas prontas mesmo… Os sabores aqui são BEM diferentes do brasileiros. Eu gostei (meio difícil não gostar de pizza), mas a do Brasil é melhor! Sdds.

Ainda ficamos no quarto da Christina até tarde conversando, jogando, escutando música… Bem coisa de dia chuvoso mesmo. Aliás, quase nem chove por aqui, deem uma olhada na previsão do tempo do meu celular…

E isso que é verão, quero ver como vai ser esse tempo no inverno.

Beijos, Mariana

 

9º dia: Schramberg

Na terça-feira, viajamos para a cidade de Schramberg (30 minutos de carro) para um encontro do Rotary. A cidade fica bem no meio da Floresta Negra, uma das coisas daqui que eu mais sou apaixonada… É toda em meio de morros e com a floresta rodeando, muito diferente (e bonito). Como ainda é período de férias, não há reuniões, e sim encontros em fábricas/empresas/museus, para lazer (o lazer daqui é bem diferente do brasileiro, hehe!). Fomos para a fábrica de relógios Junghans ainda durante a tarde, para vê-la em funcionamento.

Passamos por todas as etapas de produção, desde o design até a finalização. Tenho fotos dessas partes, mas não posso divulgar, então esse post vai ficar com um branco rs. Tínhamos um guia explicando parte por parte, mas vocês já sabem, né? Não entendi nada. Em um dos corredores que passamos, tive que fotografar: olha a largura dessa parede, gen-te! A construção é bem antiga, então as paredes originais são assim e as janelas são enormes demais.

Esse elevador (foto abaixo) foi uma coisa engraçada: ele funciona como dois, um sobe e outro desce. Ele nunca pára, ou seja, tem que entrar rápido e quando quiser sair “pular” para fora… São vários “quadrados empilhados” que ficam girando nessa estrutura. Acho que é uma coisa bem antiga (ai gente, me desculpem, mas não tenho tradutor particular por aqui), e eu não consideraria a coisa mais segura do mundo, mas pelo jeito só os empregados utilizam-o. Eu testei e achei muito legal! Haha na saída pulei para fora com medo de começar a sair e ele descer e eu.. cair, ou ficar presa e ser esmagada. Aquelas.

Assistimos também um vídeo com a história da companhia e etc. Acho que foi a sala de reuniões mais tecnológica que eu já vi, a mesa se movia pra cima/baixo/lados sozinha hahaha. E pra variar tinha milhares de bebidinhas gostosas… Aqui é super comum ter só água com gás (não sei se já comentei aqui, mas ninguém bebe água sem gás), e suco de maçã com ou sem gás. Eu adoro essa parte do suco, o com gás é muito bom, e se não tem gás todo mundo mistura com a água. Cada lugar com seu costume, né. E quase não vi refrigerante ainda – nem tô sentindo falta.

Depois fomos no museu da companhia, dentro da própria fábrica. Tenho umas fotos tão lindinhas dos relógios antigos, mas também não posso postar aqui. Essa parte foi BEM boring, o guia ficou falando por horas e eu lá sem entender nada, de pé, olhando pro nada… haha não é fácil. Ao deixar o local, adivinhem pra onde fomos? Para outro museu HAHA mas esse foi divertido. Era de carros antigos e pertencia ao dono da fábrica de relógios.

Jantamos num restaurante chamado Stammhaus. Pedi Cordon Bleu mit Pommes, prato típico daqui. Juro pra vocês que foi nessa noite em que tive a melhor refeição da minha vida! Haha bom demais… Um frango recheado com queijo e presunto, molho delícia, e ainda batata-frita.. Não preciso de mais pra ser feliz.

Ainda jogamos boliche depois, mas as fotos estão com a Sandra e sinto que nunca verei-as novamente.

E então, voltamos para a querida e amada Trossingen.

Beijos, Mariana

 

 

8º dia: aeroporto de Stuttgart e pão de queijo

Segunda-feira (27/08) viajamos pela manhã até Stuttgart, capital do meu estado (Baden-Württemberg), a 1h de distância. Na verdade fomos apenas até o aeroporto buscar minha irmã Louisa, que estava chegando do Brasil (sim! eee). No caminho tocou “Ai Se Eu Te Pego” na rádio alemã, fiquei bem de cara haha pra falar a verdade, já escutei milhares de vezes aqui, e também “Balada Boa” e “Barabara Berebere”. Eles escutam bem mais essas músicas do que nós, todo dia escuto alguma, e todo mundo conhece e canta (tenta, na verdade – a pronúncia de português deles é horrível).

Chegamos cedo e tivemos que esperar um tempo até o vôo aterrissar, então fui até uma loja Vodafone e finalmente comprei meu chip alemão! Me senti realizada, internet no celular é uma coisa que faz muita falta haha. Ah, também comi um muffin de blueberries… Por um mundo onde isso exista no Brasil.

Na volta, passamos por um castelo na estrada! Sim, do nada olho e tem um castelo na minha frente, normal assim. Minha host mãe disse que alguém ainda vai me levar lá esse ano.

De dia nem fiz muita coisa, e no fim da tarde fiz pães de queijo para a família. Eles gostaram, e a Louisa já amava, mas quem ficou realizada mesmo fui eu haha dá muita saudade dessas comidas.

Sim, tem um mapa do metrô de Londres na parede da cozinha. ♥

Tem outro vídeo que eu fiz e só lembrei de colocar no YouTube agora, ainda da França… Da vista de Strasbourg do alto da catedral de Notre Dame. Super mal filmado (pra variar), mas ok.

 

Beijos, Mariana